quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Certamente.

Quase cruzar uma fronteira, estar quase lá e retornar, as coisas não tem sido fáceis, quase sempre ando fora do eixo por fora sempre uma fortaleza inabalável, saudades do eu frágil que conseguia pedir ajudar ou algo do tipo, uma prisão sútil que protege e mata aos poucos, cada vez mais distante, existe um fio de pessoas que não desistiram até aqui e outros milhões que já se foram, questões que não querem calar...

Quando os dias se tornam só uma reprise aleatória do que já foi vivido chego a conclusão que isso tudo já foi o bastante, quando a ressaca já não incomoda nem o embrulho no estomago, as risadas são automáticas e as piadas manjadas, parece que a vida ta no repeat já a algum tempo, ligo desligo luzes, sãos uns 10 passos do quarto a cozinha, um copo de água, suor no ônibus, as vezes da tempo de olhar pela janela e ver algum movimento, o por que disso ou daquilo nem eu sei, você gosta de sol no inverno e quer chuva no verão, você só pede pelo que não tá disponível no cardápio, você se pega pensando no que não devia, você acaba fazendo o que não devia, a espera por um telefonema com a voz que você reconheceria mesmo se perdesse a audição dizendo que morreria por você, e você pelo que morreria? tem uma criança passando fome e tremendo de frio, e você se irrita por que perdeu o seu isqueiro, talvez eu esteja apenas pagando pelos pecados futuros que cometerei o saldo disso tudo não vai compensar o desgasto, e certamente quando eu estiver velho vou me arrepender de não ter cometido o tão sonhado suicídio, meus ídolos são os perdedores que se foram antes mesmo de saber o que valia a pena, por que então pagar pra ver? falo coisas sem nexo porque nada tem sentido mesmo por aqui, eu não acredito em contos de fadas muito menos em príncipes encantados ou caras-metade, os salvadores não viram lamento lhe informar, por que é tão mais fácil não seguir as coordenadas, não tentar, não, não, não. Vai saber se agente não vive num sonho e quando dormimos é que estamos em contato com o real, vai saber, desligo as certezas, certamente essa vida continuará assim como uma música que eu amo mais que está numa língua que eu não consigo traduzir, gosto porém não entendo.

1 comentários:

Luara Q. disse...

Tu escreve muito bem *-*