domingo, 30 de maio de 2010

Doce e amarga loucura.


Ouço uma música que diz : Sorria como se fosse de verdade. E eu não sei porque essa angustia insiste em habitar-me nesse domingo, meio a frustrações, algo que me corre minusciosamente, as paredes deste quarto tem dias que são assustadoras e o medo da solidão feroz que vai devorando tudo, olho para tudo que tenho feito, e o que tenho feito? seguindo passos ao acaso , queria me focar em algo mais minha insistência em desistir no meio do caminho é mais forte, por que é tão difícil, suas palavras poderiam ser meu alicerce mais seu silêncio me consome, perco me em incognitas, o universo e eu, sinto ser de outra espécie, disperso-me para entender, transmulto-me ao que eu não sei, passos, muitos passos ainda serão precisos pro fim desta jornada? as questões antes descartadas sempre voltam como um bumerangue maldito que eu não consigo me livrar, perco os sentidos, em dias assim eu não quero ver ninguém, em dias assim eu preciso de todo mundo, mais eles parecem tão ocupados com os seus próprios problemas, que eu fico pequeno diante de tudo prefiro ouvi-los ajuda-los e quanto a mim?! o quanto eu ainda poderei dar sem nada receber?! o quanto eu posso levar alguem adiante que me ver como uma ferramenta descartavel? a verdade é que todos um dia se vão, por isso amo os bichos são tão leais, no fundo somos todos egoístas e não estamos nem aí pra ninguém, vai ver que minhas utopias são utópicas demais, vai ver que eu fiquei esperando pelo onibus que já passou, você sabe o quanto é difícil lidar consigo mesmo, minhas paranoias vão além de meu entendimento, minha sanidade me impede de explora-las, acho que talvez eu seja a causa e solução de todos meus problemas me culpo, depois me tranquilizo, acho que não sou normal e quem é? engraçado como me questiono me critico e depois me tranquilizo com frases de efeito moral, o que quero? onde vou chegar? até onde puder me testar atravez da auto destruição, até quando é a questão, até onde vou deturpar isso tudo dentro de mim? as questões começam a pesar, eu começo a ponderar tudo, os olhos que secam tudo ao redor, vida intrísica fora do pensar, do meu compreender, em velocidade máxima no lado errado, o que me pergunto é onde vou chegar? tudo é tão clichê, fugir do clichê é clichê?! o que enlouquece também tranquiliza e quem vai saber o que é remédio ou é veneno, minhas fugas da realidade, minhas realidades fugitivas, minhas contradições, minhas qualidades em devaneios alheios a mim, pertecentes a um tempo ao meu tempo, crio meu espaço e vivo nele por muito tempo preso na minha realidade, na minha psicodelia, nas cores das minhas pálpebras que muitas vezes viram telas de sonhos dos meus sonhos porque muitas vezes é quando fecho os olhos que eu vejo o lugar de onde eu realmente pertenço, tudo fica calmo e tudo é viagem, tudo é meu egoistamente falando, egoistamente vivendo só para mim, egoistamente aceitando meus erros, egoistamente sendo o que todos são no fundo, desejando o que todos querem no fundo, sentir meu prazer pessoal sem ferir ninguem nem ser machucado por nínguem, o mundo que você me oferece é tentador mais as consequências de viver nele podem ser dolorosas demais pra que eu faça essa viagem.

4 comentários:

Marcelo R. Rezende disse...

Desse viagem que fazemos dentro de nós é que não tem volta e o acerto está no trajeto que fazemos. Olhe mais para a janela; vista linda!

Fernández disse...

Rapaz, otimo texto. Ele expressa direitinho a angustia humana, o ocio e o desejo de mudança.

Gostei do blog e to seguindo!

Sulivan disse...

Adoreiiii seu texto muito , legal a forma como você escreve, sei la parce que você tira da alma! ainda mais com essa musica de fundooo Juliette *-*
ahhh e sobre a angustia faz parte das pessoas que tem sentimentos verdadeiros.

Julia Melo disse...

VEJO UM ESCRITOR, voce escreve muito muito muiiiiiito bem ! adorei, estou seguindo, voltarei mais vezes, beijos. http://bit.ly/d9ExHv