sexta-feira, 26 de março de 2010

Ai ai...

Cometendo novos erros e ainda pagando por anteriores, vivendo nesse eterno saldo negativo, corro mais rápido que posso, fico inatingível, acho. Pedrificado, indigestão de tédio, da alarmante pressa, pressa por vida, sede de ganâncias? mais que culpa tenho de não tê-las? de não desejar nada, do meu conformismo dessa vida estática, vamos lá ok?! outra vez correndo... Ou corro ou paro de vez, não sou de meios termos, nem de meias contradições, eu e minhas paranoias que deixo se alastrarem pelas parades, e ao mesmo tempo as guardo tão secretamente, e os medos? aah os meus medos que escapam em pequenos olhares que se escondem atraz de risos, junto com minha pseudo autoconfiança, tá assumo mesmo que preciso de ajuda! mas não espere que me ajoelhe, mas sabe que duas pernas as vezes não são suficiente preciso de uma mãozinha, acho, de uma voz impulsionadora, preciso do calor do abraço, mas sabe isso acarreta tantas coisas, fecho-me no egoísmo, quebro a cara mas fico com meu orgulho inabalado, e aí de que adianta? de nada! me ajoelho e peço perdão, desculpas, ahh como sou contraditório! vida maldita! valores, malditos valores! que valores?quem decidiu as regras? que contrato foi esse assinado por mim na hora do parto? queria eu poder sentir a vida atravez de outro corpo! quem sabe de um assassino , um serial killer sentir pingos de sangue no rosto ver a morte de perto decidir quem vive quem morre, brincar de Deus, ou uma prostituta, é daquelas de beira de esquina que o sexo ja virou coisa banal sem tesão nenhum, que apanham, daquelas bem sujas cujos pecados são tantos! malditos tempos modernos que tornam qualquer desejo comum, são livros que contam o que eu queria ter escrito, músicas que falam tão intimamente dos meus sentimentos, tudo que tenho a oferecer já foi feito... então o que me resta é sentar e esperar o que ta na cartilha de sobrevivência vir a acontecer? ou correr? continuar nessa eterna fuga do óbvio do roteiro que me foi dado com final já escrito, tudo vai fazer sentido em algum lugar em algum momento não é? e tudo passa e no fim tudo se resolverá acabei de ler isso em algum lugar ...

1 comentários:

Déborah Delancy disse...

"são livros que contam o que eu queria ter escrito, músicas que falam tão intimamente dos meus sentimentos, tudo que tenho a oferecer já foi feito..."

as vezes eu penso nisso também, mas depois discordo.. as vezes fico calculando na cabeça o número de combinações das notas musicais, com tempos, silencios.. é. e cheguei a conclusaão que é praticamente infinito.. então, em algum lugar do infinito.. existem músicas que não foram cantadas e livros que não foram escritos.. sentimentos que não foram sentidos.

gostei do seu blog!

bisous.