domingo, 8 de janeiro de 2012

Engrenagens enferrujadas.

Enlouqueço, ansiedade, nervos que se enrijecem ou enferrujam, uma década se fecha um pulo, um salto, silêncio...
Há bastante euforia lá fora e enquanto aqui dentro?
deste quarto, deste corpo, um amargo sonho esta noite
Mais uma tragada para dentro...
Expirar,pensamento confusos, numa aparência obvia, não confunda você não está vendo o que parece.
As vezes fica tão difícil acreditar na persistência de si próprio quando se sabe do seu igual histórico de desistências, tudo que eu deixei no caminho, pistas como as migalhas de pão de Joãzinho e Maria, talvez essas desistências sejam sinais deixados para que um dia eu veja que vale a pena persistir em alguns quesitos, as noites são sempre longas nesse mundo sóbrio e eu não tenho palavras que traduzam tudo que eu sinto, geralmente as emoções pairam no ar dentro de mim, talvez isso tudo exploda, talvez você venha me conhecer e me detalhar algum dia você vai perceber que eu nunca digo tudo e que tudo que eu digo nunca quer dizer nada, os dias passam e esse corpo sofre mudanças inevitáveis é a velhice que assombra a interrogação que pulsa do não saber do depois, só posso supor e imaginar uma vida mais branda, uma vida leve e sem sufocos, menos depredação dos sentimentos bons, eu preciso explorar os lados desconhecido desta moeda, engraçado é uma moeda com várias faces assim, uma vida tão enigmática e tão simples um dia eu a amo e no seguinte eu a odeio, me faz pensar que nada nesse momento faz sentido se com o passar do tempo estará mesmo tudo perdido, pecado é pensar que a estrada vale menos que a chegada, chegar pra quê? chegar pro quê? chegar pra quem? A cada dia os meus artifícios mágicos fazem menos sentido, talvez eu precise reforçar pra mim mesmo que há uma certa magia nesse repirar assim como na fumaça do café da manhã quentinho, são tantas direções e falta tanta sinalização no caminho, talvez eu mostre a mim mesmo que não existe esse tal de livre arbítrio, talvez eu esteja suicidando as expectativas de que algo ainda me surpreenda e se for?! e se assim for as surpresas em preto e branco talvez possam ser coloridas dependendo de como serão moldadas, acordo dizendo que irei mudar de vez, vou dormir fazendo as mesmas peripécias do dia anterior e por assim em diante vou fingindo que há como escapar dos vícios deste temperamento, eu sigo distante ao seu lado, eu sigo distante dentro de um mundo privado, onde eu não tenha que explicar meus atos, eu vou usando minha visão e meu tato, vou desgustando os sabores mesmo quando sou privado do mesmo, um dia eu quero sentar e conversar sobre estes tempos de loucura, nem que seja com algum desconhecido talvez alguém que não me conheça me escute melhor do que quem acha que já sabe de tudo sobre mim.


1 comentários:

Julius Caesar disse...

E nessa estação onde as engrenagens se enferrujam, vem e vai o sol e a chuva, é tão delirante esse toc toc da vida (não acha), temos sempre que responder. Talves o melhor dela seja justamente isso. Perguntar-nos-emo e reponde-mo-la de alguma forma multidiversa.
Agora, dou valor a música de Túlio Deck "tudo passa...".
Ainda bem que existe esse trecho, superar-se é sempre mais que uma ética. É talves o mais límpido céu que podemos buscar em meio as tempestades que nos espreitam.
Suas palavras aprofundam nos mistérios de cada um (sabia)... é um íntimo astuto. Seja lá como for o seu baú, não querendo meter-me perto de seus tesouros (ditos), certamente é notavelmente belo, pois todos afinal tem por imanencia essa caracteristica, basta somente olhos vívidos para denotar seu brilho e lhe predicá-lo.